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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Basel - Benfica: TOP Horribilis



Eu, ingénuo me confesso! Depois de ter crescido no Vietnam Benfiquista achei que certas coisas não aconteciam mais. Pois bem, a noite de ontem vai para o top 5 de humilhações ao vivo que vivi enquanto Benfiquista. O Glorioso Sport Lisboa e Benfica, tetracampeão nacional, foi derrotado por 5-0 pelo quarto classificado do poderosíssimo campeonato suíço. Ainda muitos dos nossos continuavam a entrar num estádio com condições mas numa cidade toda em obras e já os suiços estavam a ganhar.

A aventura começou no dia de sorteio: o facto de trabalhar agora na região Parisiense permitiu-me não perder um único dia de trabalho. Na tarde do jogo seguia de TGV para Basel, e regressava na manhã seguinte (TGV no qual me encontro a escrever este texto).

A chegada a Basel, após uma viagem tranquila, deu-se a 3 horas do jogo. Dirigi-me rapidamente até ao hotel para deixar as coisas, indo de seguida ter com os meus. Via-se Benfica por todo o lado, os dados que indicavam à volta de 10 000 Benfiquistas no estádio não eram infundados. Após algum tempo no centro, apanhar o Tram até ao estádio onde mais uma vez a mancha vermelha era enorme. Indescritível! Entrei no estádio já em pleno período de aquecimento e já o setor visitante estava quase repleto com muitos mais Benfiquistas em todo o estádio, por todo o lado exceto no topo contrário.
O mar de gente vermelho continuava a entrar, inclusive durante o hino da Champions. Começa o jogo, golo do Basel, continua malta do Benfica a entrar. O apoio vai crescendo. Ainda na primeira parte, 2-0 para o Basel. O apoio não quebra. Vem o intervalo, acredita-se na remontada apesar de se jogar ZERO. Apesar de não termos rematado uma única vez à baliza. Apesar de só termos tido uma única oportunidade de golo em que em vez de rematar deixámos cortar para canto e no contra ataque sofremos o segundo golo. Mas era possível remontar. Nós somos o Benfica, o clube das missões impossíveis (entre as quais tentar ser penta com um desinvestimento nunca visto).

Começa a segunda parte, 3-0. 4-0. 5-0.  Pelo meio 3 bolas bateram no poste. Grande parte do setor visitante está revoltado e abandona o estádio. Os do costume lá ficam. Por os do costume refiro-me àqueles a quem o plantel, por indicação de Luisão, virou as costas no Bessa. Esses mesmos! Os que lá estavam ontem, estavam no Bessa, estavam quando nada ganhámos entre 2005 e 2010, estavam quando ficámos em quarto lugar, ou quando ficámos em sexto. Esses mesmos, os que nunca te abandonam, nunca te viram costas. Foi até ao fim, num apoio sublime ao emblema.

Até que chegou o fim do sofrimento. O fim dos 90 minutos. A equipa junta-se e dirige-se ao setor visitante sem nada manifestar. Visto donde estava, mais parecia algo feito do que algo de coração. E só assim se explica o capitão de equipa não se chegar à frente e pedir desculpa. Por mim tinham era tirado todos a camisola. E a visão de “algo feito” ficou confirmada quando a equipa volta para o balneário e um elemento do plantel, perante o protesto daqueles que nunca abandonam o emblema que vestem ao peito se vira para trás e diz: “APOIEM!!! APOIEM!!!”.

O Benfica merece o nosso apoio. Sempre. Vocês, e por vocês refiro-me a todo o grupo de trabalho, merecem que vos exijamos que honrem a camisola. O emblema que trazem ao peito é intemporal e tem a definição de lenda. Só têm que fazer por merecê-lo. Não admito nada que não seja uma vitória na Madeira e o Penta. Sim, nada menos que o PENTA será admitido.

Façam por isso. Façam-se homens. Façam os cortes que tiverem de fazer. Encostem quem tiverem de encostar e mantenham-se vivos até Janeiro para fazer o que deviam ter feito no verão.


ACORDEM!

sábado, 28 de janeiro de 2017

Liverpool - Benfica: a viagem que mudou tudo.

Sábado - O Benfica joga na Amadora

O Benfica vai à Amadora. O Benfica não joga grande coisa, mas o árbitro ainda consegue estar pior! O Benfica marca na última, um golo do Rato Piccoli e pôs os seus adeptos a vibrar e a sonhar com Liverpool. Por falar em Liverpool, já ninguém fala de outra coisa. Quem vai, está ansioso, quem não vai lamenta-se.

Domingo

É o chamado dia de descanso. A ansiedade vai tomando conta de quem vai a Anfield Road.

Segunda feira

Véspera da viagem! O estomâgo aperta tal é a ansiedade. À noite eu, a R. e o R. fomos às compras abastecer as geleiras para a viagem mais aguardada dos últimos três meses.

Terça Feira

Acordei eram 8h da manhã. Às 8h45 estava à porta de casa da R., para seguirmos para a Luz onde apanharíamos o R. e a C. A pulga estava por lá para nos desejar boa viagem. Arrancamos e assim que passamos a ponte, um homem tinha-se atirado do 1º viaduto do Pragal. Começava bem a viagem! Paramos na área de serviço em Palmela para tomarmos a dose de cafeína necessária para enfrentar a viagem, e à posteriori seguimos para Palmela onde nos encontraria o carro dos GM, do GS e seus amigos, bem como o carro do dR. F.
Já todos juntos rumamos rumo a sul, onde na área de serviço de Olhão encontramos o carro do RH que se dirigia para Málaga, comemos qualquer coisa e arrancamos rumo a Granada. Passada a fronteira surge o primeiro problema. O meu carro estava avariado, a embraiagem tinha dado o berro e tinhamos duas soluções. Chamar o reboque e voltar para trás (impensável) ou chamar o reboque e solicitar a assistência em viagem até Granada. Obviamente escolhemos a segunda hipótese, pois no regresso as pessoas do meu carro seriam distribuídas pelos lugares disponíveis nos restantes. Após convivio ao som de Benfica Mix à beira da Autoestrada enquanto o Taxi não chegava, eis que chegou quem chamámos de salvador. O Cláudio, condutor do Taxi que nos levou até Granada, percurso durante o qual esvaziámos umas quantas garrafinhas de bebidas alcoólicas.
Chegados a Granada, o caos... O voo tinha sido cancelado devido a greve dos controladores aéreos franceses e a única opção que nos davam era ir para sevilha para apanharmos um avião que nos permitiria chegar à meia hora de jogo. Fora de questão, eis que arrancámos para Málaga, excepto o R. que acabou por voltar para trás. (Em Granada já se encontrava o Y. que optou por voltar igualmente a Lisboa)

Quarta Feira - O dia do Jogo!

Chegámos a Málaga já depois da meia noite. As hipóteses de ir para Liverpool são caríssimas. Os GM já se safaram e vão directos para Liverpool, e todos os cenários são negros. No carro do GS, ele, a M. o K e o R (outro que não o do meu carro) marcam a sua viagem de madrugada na net, os restantes aguardam pela manhã. Pelas 8 horas da manhã abre o balcão da Easy Jet. Coloco todas as hipóteses, até não ir, apesar de não ter boleia para regressar enquanto o pessoal que ia a Liverpool não regressasse. Lá acabo por marcar viagem, tal como a C. e o Tobi. Já estamos quase todos, excepto a P. a R., o MS e o dR. F. Acabo por lhes dizer que normalmente os últimos a safarem-se obtêm a melhor viagem, e assim aconteceu. Pelas 10 da manhã, já todos os que tinham ido a Málaga tinham viagem assegurada.
Embarcamos e seguimos para Londres (eu, o GS, a M, o R, o K, a C e o Tobi) onde alugamos um carro para seguir para Liverpool onde encontraríamos os restantes camaradas. O carro do dR. F tinha voo para Manchester.
Chegamos a Liverpool apenas a uma hora do jogo, mas na terra dos Beatles, tudo foi perfeito! Que vitória, que apoio, foi algo de verdadeiramente épico. Algo que fez valer a pena tudo aquilo por que passei!
Termina a partida e vamos à procura de um local para dormir (os 7 do meu carro "britânico"), em Liverpool. Passado algum tempo de procura reparamos que nada havia e decidimos arrepiar caminho e começar a andar rumo a Londres e procurar hotel nas áreas de serviço.

Quinta Feira 

São quase 3 da manhã, estamos perto de Birmingham e finalmente encontrámos um local onde dormir. Vão ser poucas horas mas vão saber que nem mel! Às 12h estamos a sair de Birmingham rumo a Londres para apanhar o avião em Stansted, pelas 16h35. A viagem corre bem até aos arredores do aeroporto. Autoestrada parada, e problemas na entrega do carro alugado, só nos permitem fazer o check-in em cima da hora. Quando parece que tudo se resolve, eis que distracções várias, e uma fila monumental no controle de segurança (para um aeroporto inteiro, havia apenas 2 máquinas de Raio X a funcionar) fazem-nos perder o avião. Lá tivemos que pagar uma multa, para ter direito a viagem no dia seguinte para málaga, viagem essa que partia de outro aeroporto londrino (lá tratámos de alugar mais um carro). Ficámos num Irish Pub do aeroporto de Stansted até às 21h00, hora à qual seguimos para Gatwick. Nessa altura reparamos que no dia a seguir, estaremos 11 pessoas em Málaga e apenas 2 carros disponíveis! A saga ia continuar.

Sexta Feira

Já no aeroporto, encontramos o MS, dR.F, P e a R. Ficam parvos quando nos vêm, e só se riem quando lhes contamos o que aconteceu. Entretanto o Tobi repara que tinha uma garrafa de vinho do porto na mochila. Ficou a festa feita. Mais tarde ainda fechámos a pestana, e à hora de embarque eramos dos primeiros junto à porta!
A viagem de avião fez-se bem, tive das melhores aterragens que me lembro e ainda consegui dormir no avião (coisa rara...)
O voo que trazia os restantes 4 magnificos chegou à mesma hora que nós. A partir daí começamos a arranjar maneira de tentar por todos em Lisboa. Após árdua pesquisa, lá descobrimos que a melhor maneira e mais económica seria alugar um carro, que não estava disponível no aeroporto, e teríamos de ir até ao centro da cidade. Chegados ao carro do K, que me ia dar boleia até ao centro da cidade, não pegava. Tinham ficado sem bateria porque se esqueceram de uma luz acesa. Passado 2 ou 3 horas, eis que estou finalmente de carro na mão, o carro do K, com o R, a M e o GS já seguiu para Lisboa, e passo pelo aeroporto para apanhar quem ia no meu carro. A C. já tinha ido comigo, e faltava apanhar o Tobi. No outro carro seguia o MS, dR.F, P e a R. Finalmente arrancávamos rumo a Lisboa, mas ainda não tinha acabado. Ao longo da autoestrada, tudo corria bem, até que de repente estávamos perdidos no centro de Sevilha. Após 1038319 perguntas a espanhóis, lá houve algum que nos explicou bem como sair dali e apanhar a autoestrada desejada. Já passava das 22h quando entrámos em Portugal. Aquela placa foi tão desejada.... Paramos na área de serviço de Olhão para comer, era a última paragem!

Sábado

Já passava da meia noite quando saio da A2 para o Seixal, onde deixo a C. e o Tobi, e sigo para o aeroporto de Lisboa onde tenho de entregar o carro. Estaciono o carro já no parque respectivo, mas não há ninguem para verificar que tudo está OK.
Volto para casa, com o mesmo carro, vou dormir.
Às 13h, lá estava eu finalmente a entregar o carro e receber o OK.
A odisseia a Liverpool estava oficialmente terminada!

Para nunca mais esquecer!

Obrigado a todos! Sobretudo os 10 Mágnificos (GS, M, dR.F, P, R, C, R, K, Tobi e MS - eu era o 11º)!

Voltaria a fazer tudo igual!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Istanbul: Antes e depois



Outubro de 2015. A situação na Turquia já não é a mais estável, e o Benfica vai lá jogar. Dúvidas em ir ao jogo nunca houve, e os principais problemas têm sido na capital, Ankara. Em Istanbul, cidade que chamo sempre de Constantinopla (e assim o farei ao longo deste texto), os problemas parecem localizados perto da Praça Taksim, um local longe de onde vamos ficar.

O ponto de partida é dado na Luz. Em frente ao pilar onde José Águas segura a Taça dos Clubes Campeões Europeus com um sorriso que não é o dele apenas, mas o de todos os Benfiquistas de hoje e de sempre. Daí seguimos para o aeroporto, onde se juntou o PT e pouco depois levantámos voo rumo a Munique, onde faríamos escala.

Munique é o aeroporto europeu onde mais gosto de fazer escalas, caso sejam superiores ao tempo de ir de uma porta de embarque a outra. A praça central é fantástica com bom ambiente, boa cerveja e boas batatas. Assim foi e assim que aterrámos dirigimo-nos para a Praça em questão, para uma roulotte em forma de avioneta, que já conhecíamos doutras tours, mais precisamente. Após uma bela caneca de cerveja, voltámos a entrar no hall das partidas, e passado o controle de documentação dirigimo-nos a uma papelaria onde acabei por adquirir duas belas revistas.

Partimos então pouco depois para Constantinopla, onde aterrados já de noite, nos esperava o transfer. Este funcionava com uma logística interessante que acarretava 3 pessoas: uma ostentava a placa com o nome, e à qual nos dirigimos. Após nos identificarmos, outra pessoa encaminhava-nos para a carrinha, onde outra pessoa nos aguardava para nos levar até ao hotel. E assim se criam postos de trabalho.

Chegados ao hotel, situado em Sultanahmet com vista para a Mesquita Azul e para a Hagia Sophia. Melhor localização era impossível. Após fazer o check-in, dirigimo-nos para um bar que ficava a poucos metros do hotel e onde nos aguardavam alguns companheiros de luta, oriundos de outros países. O andamento já era grande, com muita cerveja e shisha, mas depressa apanhámos o ritmo. Até a Ser Benfiquista tocou naquele beco de Sultanahmet.

Saídos do bar já de madrugada, fomos até à Praça Sultanahmet tirar uma foto de grupo, para depois recolhermos ao hotel porque o dia seguinte prometia e envolvia não dormir antes do regresso a Lisboa.


Assim que foi fisicamente possível, levantámo-nos (reparem como se diferencia o acordar do levantar. Acordar em Istanbul é muito fácil, tal a quantidade de chamamentos para as Mesquitas) e tomado o pequeno almoço fomos visitar a Cisterna Basílica, a cisterna mais antiga que ainda resiste no subsolo da cidade. Saídos da cisterna, e após decidirmos não visitar a Hagia Sophia, não só pelo preço sobretudo (no meu caso) pelas filas que nos fariam perder muito tempo na visita à cidade, fomos até à Mesquita Azul, a maior do mundo fora de Meca. Da Hagia Sophia até à Mesquita Azul não dista mais de uma enorme e bela Praça com dois Obeliscos e um Coreto, onde outrora se situava o hipódromo de Constantinopla. 

Cisterna Basílica

Praça Sultanahmet

Chegados à entrada para o complexo da Mesquita, dirigimo-nos para o lado direito, onde se situava a entrada dos visitantes, e uma pequena fila de não mais de 5 minutos estava à nossa espera. À entrada descalçamo-nos, e assim que entrámos foi impossível não ficar esmagado com a grandiosidade da Mesquita. Estupenda! Brutal! Indescritível! Era de facto um local soberbo que correspondia a todas as descrições que me haviam dado anteriormente.


 

Muitas fotos depois saímos para os jardins da Praça, onde as fotos continuaram, e daí seguimos em direção a Norte, Era a altura de ir para o Grande Bazar. Pelo meio apenas uma pequena paragem para levantar dinheiro (sim, acreditem que é relevante).

Entrada GrandeBazar

Após uma caminhada de sensivelmente mil metros, chegámos então ao Grande Bazar. Um mundo de lojas onde se encontra de tudo e onde falam de tudo. Entre a nossa malta, comprámos ténis, cachecóis e casacos, perante vendedores que falam todas as línguas possíveis e imaginárias, e com os quais compensa, e bem, regatear o preço. Da parte mais a baixa do Bazar, continuámos a descer em direção ao Bósforo, passando pelo Mercado de Especiarias, onde o JP achava que tinha tido um desconto amigo, até andar mais uns metros e ver algo igual à sua compra que ia ficando cada vez mais barato. Acontece a todos...

Chegámos então junto à ponte de Galata onde decorriam algumas manifestações políticas, da qual nos aproveitámos para nos apropriarmos de algumas bandeiras da Turquia, tirarmos algumas fotos junto ao Bósforo e, finalmente, almoçar. O almoço decorreu tranquilamente, embora tardio, e após o mesmo fomos deixar os pertences ao hotel, buscar o material e os bilhetes e eis que alguém se lembrou que podíamos seguir a pé até ao Meeting Point de adeptos do Benfica porque, e passo a citar, "é já ali à frente!". Quem nos disse isso era a pessoa que melhor conhecia a cidade e por isso  acreditámos!

O meeting point estava marcado para uma praça em frente ao estádio do Besiktas, que se encontrava então em remodelação, onde nos aguardariam uns autocarros para nos levar até ao estádio. E para lá chegar, tivemos de fazer uma caminhada de 6 km (É já ali...), não sem abdicar de paragens para uma bela foto à Benfica após a travessia da Ponte de Galata.

Benfica pelo mundo
Chegados em frente ao Estádio do Besiktas ainda muito cedo, nada se passava. Havia apenas um café, com esplanada, o qual não tinha licença para vender bebidas alcoólicas. Ficámos então a chá e café, enquanto não se dava o tiro de partida rumo ao Turk Telekom Arena, o qual sucedeu já ao final da tarde.

Foram pouco mais de 13km de autocarro até ao lado Norte da cidade, no meio dum trânsito absolutamente infernal, mas com a polícia turca a abrir caminho, fazendo um trabalho extremamente eficiente, e deixando os autocarros numa zona própria e impenetrável já com acesso directo à porta da bancada. Outros dos nossos seguiam de metro, tendo tido viagem igualmente tranquila.

A entrada de material decorreu da melhor forma, e à chegada ao cimo do estádio, onde se situava o nosso sector, ficou a imagem dum estádio grandioso que infelizmente não encheu não nos permitindo ter a noção do que é o verdadeiro ambiente turco. O Benfica entrou a ganhar, literalmente, no jogo com uma obra de Nico Gaitán, mas viria a perder o jogo por 2-1, sem no entanto hipotecar as hipóteses de apuramento como se viria a ver mais à frente. Após o final do jogo, os mesmo autocarros levaram-nos até ao Estádio do Besiktas onde nos aguardava uma autêntica coluna de táxis para nos levar. Obviamente ninguem queria ir de taxi pois havia um tramway que nos levava até à porta do hotel, e fomos todos até à estação que se encontrava 100 metros mais à frente. Lá chegados, o serviço de tramway já tinha encerrado, e tendo noção disso, a coluna de táxis também foi até à estação onde acabaram por ver-lhes sair a sorte grande, tal a quantidade de malta a apanhar táxi ali.



Fomos então até ao hotel deixar o material para depois irmos jantar. Aí chegou o dilema, estava tudo fechado exceto o MacDonalds. No Mac não tinham comida para todos (sim, isto foi-nos dito num MacDonalds...) o que nos obrigou a ir procurar um restaurante aberto e que fechasse tarde para podermos estar ocupados até às 2 da manhã, hora a que o nosso transfer nos viria buscar para levar ao aeroporto. Assim dito achámos um restaurante impecável nas redondezas e onde comemos impecavelmente. Findo o jantar chegou mais uma surpresa... Quando ia a pagar reparei que não tinha o meu cartão MB. Tinha ficado na máquina onde tinha levantado dinheiro pela manhã, era a única hipótese. Foi então tempo de ligar para Portugal e resolver a situação o que se conseguiu em tempo útil: cartão cancelado. Jantar pago e regressámos então ao hotel onde já nos aguardava o Transfer. Um louco turco que a cada vez que olhava para nós e percebendo ao que tínhamos vindo, apenas dizia "Galatasaraaaaaay". 

Chegados ao aeroporto e enquanto o embarque não ocorria, eu confesso-vos que aterrei. As imagens não mentem... E não fui o único!


Embarcámos depois rumo a Frankfurt, onde conhecemos a equipa sub 19 feminina da Suécia, que assim que soube que éramos do Benfica reagiu com um rápido: "Lindelof". Pouco depois embarcámos e rumámos a Portugal. Estava feita mais uma Tour. E tinha valido muito a pena! Tanto que a vontade de voltar a Constantinopla era enorme!


Novembro 2016. O Benfica volta a Constantinopla. Desde a última visita, 13 meses antes, já houve inúmeros atentados na cidade, um deles pouco tempo depois da nossa ida, junto aos obeliscos. Já houve inclusive uma tentativa falhada de golpe de estado, já depois de termos marcado viagem. O medo não vencerá. Nunca poderá vencer. Por isso vamos a uma das mais fabulosas cidades que já vi, novamente, e com mais tempo para visitar. Pensava eu...

Atentado na Praça Sultanahmet em Janeiro 2016

Assim que foi o sorteio, resolvi que ia regressar à Cidade de Constantin. Apesar de toda a turbulência existente, valia a pena lá voltar, e as coisas até estavam mais baratas. Para mais, era possível ir de madrugada, chegando lá ao fim da tarde, e só regressar 48 horas depois o que nos dava um hiato temporal para visitar muito mais coisas. Estava decidido! 

E assim foi que na madrugada de 22 de novembro nos juntámos, pelas 4 da manhã, no aeroporto da Portela. Vinha aí mais uma viagem que a greve da Lufthansa não tinha afetado. Felizmente!

Da viagem até território turco, desta vez, pouco havia a destacar e lá chegados fomos diretos ao mesmo hotel, com transfer novamente, onde fomos efusivamente saudados pelo rececionista que se recordava de nós. Após nos instalarmos, saímos para jantar, tendo ido a um local que não conhecia, para sul da Praça Sultanahmet, numa rua extremamente turística, tendo optado por pratos tipicamente turcos. Não saímos defraudados, nem com o preço nem com a comida. Tudo impecável, e com a possibilidade de apenas atravessar a estrada, após a refeição, para vermos os jogos da Champions que decorriam nessa noite, e a poder consumir álcool; e assim começou o consumo de cerveja, shisha e, obviamente, de Raki, enquanto o nosso rival era eliminado da Champions. Como referi, o restaurante encontrava-se numa zona turística. No entanto as ruas estavam às moscas. Dizia-nos o senhor do restaurante que tem sido assim nos últimos meses. Desde que os atentados começaram em Constantinopla que o turismo em massa desapareceu e as zonas turísticas apenas contam com os locais para subsistir. A situação começa efetivamente a ficar complicada. Após o jantar e os jogos de Champions, acabámos por recolher ao hotel, vencidos pelo cansaço. No dia seguinte, a jornada seria longa.



Logo pela manhã, e com o sol a brilhar, subimos para o pequeno almoço e saímos logo de seguida. Do bar do hotel ficava uma imagem marcante: a Praça Sultanahmet estava vazia em comparação com ano anterior. O turismo em massa era, de facto, inexistente. A Hagia Sophia não tinha qualquer fila. Esta cidade fabulosa não merece o fardo pelo qual está a passar. Não merece mesmo. 


Sendo eu o único interessado em ir à Hagia Sophia, acabámos por não visitar o complexo para pena minha, e descemos então diretamente para a Ponte Galata. Aí já tinha algo em mente: ir fazer um cruzeiro de duas horas no Bósforo. Diz quem sabe que valia a pena...


Lá chegados, ainda tivemos de esperar perto de uma hora pela partida, mas uma coisa é certa: valeu a pena a espera. A viagem fez-se ao longo de duas horas, vistas fantásticas da cidade desde o mar, o lado europeu, o lado asiático, o Vodafone Arena, que iriamos visitar mais tarde, e a eterna Mayden's Tower ali tão perto. Foram imagens que ficaram mesmo gravadas na minha memória a ponto de, quando voltar à cidade (e voltarei, certamente) farei o cruzeiro não de 2, mas de 4 horas que vai até ao Mar Negro.

Ao longe o Vodafone Arena 




Constantinopla - Lado asiático

Maiden's Tower

Findo o Cruzeiro, e aproximando-se a hora de almoço, íamos então até ao hotel ter com os nossos para comer qualquer coisa e depois visitar mais algumas coisas. Para a manhã do dia seguinte tinha deixado a ida ao Grande Bazar e ao verdadeiro Banho Turco. Estava então no caminho para o hotel, perto do Mercado de Especiarias quando recebo a mensagem bomba enviada pela Lufthansa: os meus voos de regresso tinham sido cancelados devido à greve. Paralisei e em passo alargado regressei ao hotel. O stress era enorme, e toda a programação para o resto da estadia estava estragada. No hotel entrei em contacto com a família e com amigos dados a estas coisas, os quais me tranquilizaram. Passado uma hora dizem-me que apesar da ida em vão ao aeroporto da Portela (pois o problema tinha de ser resolvido em Istanbul), que vou poder voltar num voo direto, da Turkish mas que o mesmo partiria de manhã (Lá se ia o grande bazar e o banho turco) e para ir almoçar.


Assim fomos, para um restaurante perto e com cerveja. Após o almoço fomos então ao grande bazar. Polos Fred Perry, ténis New Balance. Foi este o saldo (não o meu) do nosso pessoal. Um clássico das idas a Constantinopla. Entretanto ia consultando o mail constantemente, e já no regresso ao hotel, recebi os etickets para o regresso no dia seguinte. Aqui sim respirei de alívio. Mas não por muito tempo...

Aproximava-se a hora do jogo, e novamente a ansiedade voltava a subir, agora pelos bons motivos. Distribuídos os bilhetes e o material para levarmos para o estádio, fomos à procura dum táxi para nos levar à Praça Taksim. Erro crasso. Não tendo chamado o táxi do hotel acabamos por ser vítimas do condutor que acabou por amealhar uma maquia que nem nos seus melhores dias sonharia. Mas é com os erros que aprendemos. Chegados à Praça Taskim, situada a 500 metros do estádio, encontrámos os mesmos autocarros amarelos da época anterior, para levarem os adeptos para o estádio. No entanto, face ao número reduzido, as autoridades optaram por nos conduzir a pé num trajeto que decorreu com a maior das tranquilidades.


À entrada do estádio os primeiros problemas: moedas não podiam entrar, enormes reticências relativamente ao material e discussão acesa entre os adeptos portugueses e as autoridades turcas que não falavam inglês. A questão do material acabou por se resolver, a das moedas não.

Acedi então à bancada. O estádio, novo, dava pica. À medida que se ia compondo de público, o ambiente ia animando. O jogo começa com um minuto de silêncio dos locais para marcarem a diferença, momento aproveitado por todos nós para deixarmos a nossa marca. No fim desses 60 segundos, um barulho que até hoje ficou na minha cabeça. Que inferno. Que ambiente brutal. Quem o viu, ouviu e sentiu não vai esquecer nunca. Mas o Benfica entrou bem e ao intervalo ia vencendo por 0-3, o que baixou em muito o apoio que vinha das bancadas. Apesar do fervor e do fanatismo, lá como cá, nas horas más eles também vão abaixo. Mas a última meia hora a equipa turca regressou das cinzas e com ela o inferno do Vodafone Arena, com o empate conseguido em cima da hora. Em vão porque acabaram por ser eliminados na última jornada...


 


No final do jogo, apenas após alguns minutos, fomos encaminhados para fora do estádio e conduzidos pela polícia para a Praça Taksim. Escoltados por pouco mais de meia dúzia de agentes, e com alguns adeptos do Besiktas na nossa peugada, houve alguns momentos de ansiedade. O transito esse, continuava caótico. Já perto da Praça Taskim enfiámo-nos num Táxi e a primeira pergunta após informarmos o destino, foi perguntar quanto seria a viagem. O taxista de pronto disse que seria o valor do taxímetro. Ótimo!

Chegados ao hotel, fomos então jantar perto do mesmo local onde havíamos almoçado, num restaurante com um empregado muito pouco ortodoxo e onde os gatos tentavam a todo o custo entrar. Após o jantar recolhemos de pronto ao hotel. O regresso ia ser na manhã seguinte e havia que descansar.

Na manhã seguinte, saí do quarto assim que abriu o pequeno almoço e dirigi-me ao grande bazar para comprar um espremedor de romã prometido (recomendo a todos, há poucos sumos melhores...), regressado ao hotel apanhámos o transfer rumo ao aeroporto onde nos aguardava um confortável voo direto, da Turkish, rumo a Lisboa. Aterrado em Lisboa, aconteceu o óbvio: pegar no carro e rumar à Luz. Não há nada como ir a casa e ver amigos. Amigos à séria!



Viva o Benfica!

Janeiro de 2017. Desde que fomos à Turquia já houve o assassinato do embaixador Russo, e um ataque junto ao Vodafone Arena. A foto à esquerda é minha. A foto da direita é do atentado. O local do carro que explode, é o mesmo onde me encontrava quando tirei a foto ao estádio. Voltarei, no entanto, quando possível, a Constantinopla. Se o medo vencer, eles também terão vencido. E tanto este povo, repleto de gente boa, como esta fabulosa cidade, não merecem o fardo por que estão a passar.


 
  

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Assistência Champions




Decorrida a primeira jornada da Champions, voltamos a um assunto que nos é muito caro: as assistências. 
O grupo do Benfica não é o mais propício a enchentes, pois sabemos que muitos adeptos portugueses acabam por se empolgar mais pelo adversário do que pelo fenomenal que é acompanhar a sua equipa. Ainda para mais num dia de semana, e às 19:45 (vs as 20:45 ou mais de toda a restante Europa, expceção feita ao Reino Unido).

Temos entao duas formas de analisar os 42146 adeptos presentes na Luz na passada terça feira. A primeira, factual, diz-nos que o Benfica foi um dos 7 jogos (em 16) a superar os 40 000 espectadores no estádio. Na verdade a assitência na Luz foi a 7ª melhor da primeira jornada.

O destaque da semana vai para os mais de 80000 adeptos presentes em Wembley no Tottenham vs Monaco. Terá sido o jogo do Tottenham (finais de taça excluídos) com maior assistência de sempre? Numa comparação nacional podemos ver que, ambos com adversários pouco apelativos (O Besiktas talvez fosse um pouco mais que o Copenhaga devido aos nomes familiares que lá jogam), o Benfica teve uma assistência superior em quase 8000 espectadores.




Esta análise é no entanto, a meu ver, errada. Cada clube tem a sua base de apoio, e a nossa é tremenda. Logo comparar os números a seco faz pouco sentido. Se nos fiarmos, por exemplo, na capacidade dos estádios, assumindo que os estádios estão à dimensão do clube (que não estão), os números ficam totalmente diferentes: o Benfica teve, neste caso, uma das piores percentagens de oupação da primeira jornada.
Reparamos igualmente que o nosso grupo teve 2 das 3 piores percentagens de ocupação, e que o pódio-mau é completado pelo City - Borussia M'Gladbach que foi afectado pelo adiamento do jogo que terá impedido certamente uma assistência superior.
Destaque para a Alemanha com vários jogos e percentagens de ocupação acima dos 75%, uma delas acima dos 90, certamente a única liga a consegui-lo e acredito que o façam em todas as jornadas. Isto não é uma coincidência. Basta averiguar o que por lá se tem feito na promoção do jogo, ao mesmo tempo que é feita a defesa do adepto. Ambos são compatíveis.


É um drama ? Não. Mas temos de ter noção que podemos e devemos dar mais. E poderíamos ter ajudado a equipa a segurar os três pontos duma forma mais consistente.
As soluções ? Em horário Champions será sempre 19:45 a dia de semana, não há volta a dar, enquanto não entrar em vigor a nova brincadeira da UEFA, Compete-nos a nós, adeptos, fazer um esforço (e no contexto actual português é um esforço, no qual temos de fazer constantemente uma definição de prioridades), mas também ao clube criar condições para que os adeptos possam vir. O Red Pass (Total neste caso) com prestações é uma delas. Os bilhetes a vulso e o pack são outra.

Viva o Benfica.

Rumo aos 8ºs.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Astana vs SL Benfica: A segunda parte de uma ida e regresso ao fim do mundo.


Após a primeira noite bem dormida da viagem, hora de tomar o pequeno almoço, onde o mais indicado, era mesmo a omelete porque o resto acaba por deixar muito a desejar.

Barriga cheia e, já com 3 reforços vindos de Londres e do Luxemburgo, fizemo-nos à estrada. Mas agora com o trabalho de casa feito, apanhámos o autocarro na paragem mais próxima: o equivalente a 30 cêntimos levou-nos até ao centro da cidade, e poupou-nos uns quantos quilómetros de caminhada.
Após um pequeno passeio pelo centro apenas para ver as vistas, e dadas as ausências da véspera, voltámos a subir à torre e na verdade a vista nunca era de desdenhar, pois em contraponto ao dia anterior, o céu estava fechado. Quando nos preparávamos para descer o elevador, pessoal amigo destas andanças apareceu e pudemos comprovar o fenómeno "Material Benfica": quem tivesse casacos do Benfica fazia sucesso em Astana pois facilmente era confundido com um jogador da equipa. Acontecia sempre!

Chegados cá abaixo encaminhámo-nos para o centro comercial mais próximo para almoçar sem no entanto vários fenómenos deixarem de suceder:
  1. Começava a nevar. Era bonito mas terrível porque agora sim os passeios ficavam efectivamente escorregadios e cada passo era um perigo autêntico.
  2. Ainda estávamos junto à torre quando fomos abordado por dois locais que perguntavam se éramos adeptos do Benfica. À resposta afirmativa corresponderam com o desejo de tirarem então uma foto connosco. Satisfeito concedido, obviamente. 

Lá nos dirigimos então para um centro comercial onde a própria escolha alimentar não era a mais fácil: em muitos locais não havia qualquer tradução sobre o que era a comida e tinhamos de tentar adivinhar. Valia que no interior era a garantia de não haver frio. Foi também neste centro comercial que pudemos constatar que a dificuldade em encontrar uma caixa multibanco na véspera se deu ao facto de não termos entrado em zonas comerciais, praticamente: ali eram às dezenas.

Após o almoço continuámos a nossa caminhada no eixo-central da cidade que ligava a Torre ao principal centro comercial. Enquanto um dos nossos continuava a imitar as pistas de snowboard e a, por vezes acabar no chão, a boa disposição continuava. O frio não fazia mossa. No entanto pouco havia a visitar. Já a meio caminho encontrámos um restaurante onde contávamos ir jantar após o jogo mas dificilmente encontraríamos o mesmo aberto e haveria sempre dificuldade em regressar ao hotel pois após o jogo já não haveria autocarros para a zona onde estávamos albergados, quanto mais depos de jantar.




Aproveitando a famosa placa I Love Astana ainda tirámos algumas fotografias, e ao lado da qual estava uma estátua em bronze onde tirei uma das minhas fotos preferidas em Tours europeias, e fomos então para a zona do calor, isto é para o Centro Comercial principal da cidade. O primeiro local onde nos dirigimos foi ao último piso para irmos ao Khan Shatyr. O Khan Shatyr é uma praia interior, localizada no ultimo piso do Centro Comercial com o mesmo nome. A entrada era caríssima e resolvemos então que a melhor forma de passar o tempo, até irmos para o estádio era ficar ali a beber umas fresquinhas. E assim foi durante 2 horas.

Quando faltavam sensivelmente três horas para o jogo iniciámos a nossa caminhada de 3500 metros que tínamos até à Astana Arena. Acham pouco? Compreendo. Mas imaginem 3500 metros em que os pés têm de ir a rastejar, para evitar quedas, e com a cerveja ingerida a ter, constantemente de ser despejada... Pois... 

Já a menos de 500 metros do estádio aconteceu. O pé direito fugiu-me. Voei, dei meia pirueta no ar e... PUM ! Chão, corpo e testa. Como me caí, levantei-me com o ar mais natural do mundo. Ar de espanto nos locais ? Nenhum. Se calhar as quedas são comuns por ali, apesar de não ter visto nenhuma.

Seguimos então para os últimos metros, e junto ao estádio, moderníssimo, reparámos que havia tambem dois enormes pavilhões e um velódromo. Infra estruturas de elevadíssimo quilate não faltavam!


Chegados ao estádio, procurámos a porta e entrámos. A porta era algo com pouco sentido pois após entrar podíamos contornar todo o Estádio por dentro, sem qualquer impedimento físico para o mesmo. E foi assim que nos dirigimos ao canto oposto para comprar cachecol de clube, visto que do jogo, infelizmente, já tinham esgotado.
Voltámos então para o sector que nos estava destinado, e onde teríamos a companhia de mais de uma centena de Benfiquistas. Se a este número somássemos os que acompanharam a Benfica Viagens, ficamos com a noção da grandeza do Benfica. No fim do mundo e perto de 200 adeptos é algo de absolutamente memorável e poucos clubes no mundo o fariam. Nós fizemos.


Sobre o jogo não há muito a dizer. Começámos mal. Miseravelmente mal e vimo-nos a perder por 2-0, o que nos deixou loucos. Mas um bis de Raul, com um golo em cada parte, permitiu-nos alcançar um empate fundamental no apuramento, o qual acabou por nos saber a pouco pois a 10 minutos do final do mesmo optou-se por defender o resultado.

Após o términus da partida, alguns jogadores agradeceram, tendo dois deles entregue a camisola aos adeptos. Nós fazíamos as contas ao apuramento, que ficaria praticamente selado com o outro jogo dessa noite, no nosso grupo.

Saímos então do estádio, onde nos depedimos dos companheiros que tinham meio próprio de transporte, para iniciarmos a nossa longa caminhada até ao hotel: 9 quilómetros pela frente. O primeiro quilómetro foi feito à conversa com locais que falavam inglês e nos contavam que o filme do Borat havia sido proibido no país. Já perto da torre, com 1/3 do caminho percorrido, ainda pensámos em taxi mas o preço indicado nao foi a contento e seguimos a pé, com uma paragem no Burger King local para jantar. Quando chegámos ao hotel, apenas queríamos descansar, e assim foi. 
Dormir, acordar, tomar o pequeno almoço e apanhar o transfer para o aeroporto, onde chegaríamos à hora de almoço.

O transfer esse, foi sui generis: para 5 pessoas, com malas volumosas, um carro de 5 lugares com o vidro dianteiro fissurado. Top!

Chegados ao aeroporto, passámos o controlo de segurança e conhecemos um escocês, adepto do Dundee United, que acompanha o futebol cazaque. Confesso que me fez despertar a curiosidade de conhecer Almaty. Quem sabe no futuro...Aproveitámos também para gastar o resto da moeda local no free shop.



Separámo-nos então por voos: 3 seguiram para londres, eu e outro para Frankfurt, onde após chegarmos tive direito a boleia até Frankfurt Hahn, onde pernoitei. No dia seguinte, voo para Lisboa onde, por volta das 14:00 aterrei.

5 dias depois. Muitos milhares de quilómetros depois eu estava de volta. E perguntam vocês onde terei ido? Fácil. Tão fácil. Almoçar à Luz!

Depois sim foi tempo de ir para casa!

Esta, meus amigos, modéstia à parte mas fica para a História! E esta ninguem ma tira!

VIVA O BENFICA!

BENFICA I WILL FOLLOW!

sábado, 10 de setembro de 2016

Astana vs SL Benfica: A primeira parte de uma ida e regresso ao fim do mundo.


27 de Agosto 2015. Dia de sorteio da Champions. Ansiedade ? Muita. Perspectivas? Ainda mais ! Destinos desejados ? Alguns. Astana um deles? Nem pensar.

Grupo do Benfica: SL Benfica, Atlético Madrid, Galatasaray e Astana.

Reacção: "Asquê? Isto é no Cazaquistão, não é ? E como é que se vai para lá ? 

E foi assim que tudo começou...


Ora bem, como vamos para Astana ? Isto requer alguma logística, pensei eu. No entanto, passado apenas alguns dia,s já tinha marcado o voo de Frankfurt Main para Astana e regresso da mesma forma. Nesse momento ainda estava sozinho para a viagem... Na véspera desse voo tinha marcado a ida para Frankfurt Hahn, tal como o regresso do mesmo aeroporto no dia seguinte ao regresso de Astana. Ao todo seria de domingo a sexta. À Benfica, portanto! Duro ? Sim. Mas nós adoramos isto. Sempre adorámos.... 


Ao longo do mês seguinte, aproveitei para tratar das questões logísticas (estadia) e burocráticas (seguro de viagem e visto de turismo para um país que não tem representação consular em Portugal). A questão do seguro foi de resolução fácil, já para o visto, a ajuda dum bom amigo residente em Londres resolveu a questão. Depois, foi só esperar até final de Novembro para arrancar.

E tudo começou em dia de Derby. Derby da Taça, mais propriamente, e a terceira vez que enfrentávamos o eterno rival nessa época, o que acabou por coincidir com a terceira derrota. Haveria melhor altura para sair do país do que a semana após esse jogo ? Nem pensar. Perfeito. Assim não teria de aturar a ejaculação precoce de quem se preparava para ser Campeão do Universo. E foi após o derby que fui para casa fazer a mala. No dia a seguir começava a odisseia!

22 Novembro de 2015 - Às 12:55 descolava rumo a Frankfurt. A viagem correu de forma normal, através de low costs, mas tive um momento que me fez sentir miserável. Nunca fui uma pessoa preconceituosa e o preconceito sempre me incomodou. Até que a meio do voo, uma pessoa com uma barba característica estava demasiado perto da porta da aeronave e a olhar para a mesma com demasiada curiosidade para o meu gosto. Fiquei sobressaltado. Após alguns momentos a situação tornou-se óbvia face ao que se seguiu: o senhor em questão apenas aguardava a sua vez para ir ao WC que se localizava junto à porta. Lá está o velho ditado: "Don't judge a book by its cover". Algo que sempre soube, e que a cultura de medo face a recentes eventos à escala mundial fazem algumas pessoas duvidar. De resto todo o voo correu normalmente, e aterrado em Frankfurt Hahn foi tempo de apanhar o shuttle até à estação central de Frankfurt, no que seria uma viagem de uma hora pois o Easy Hotel, onde me iria instalar, ficava lá perto.
Chegado a Frankfurt, dirigi-me ao hotel, fiz o check-in, instalei-me e desci para jantar num pub ao lado. Apenas 2 ou 3 pessoas, e comi uma pizza. Após o jantar, sabia que estava perto do centro da
cidade, fui então dar uma volta pela zona nocturna da mesma no que se revelou uma desilusão: era domingo e não havia vivalma na rua. Lamentei o facto, regressei ao hotel e fui então descansar, pois o grosso da viagem ainda estava para vir...

No dia seguinte, acordar cedo e aproveitar o bom tempo para ir passear à única parte da cidade que me foi recomendada: a marginal do rio Main, perto da qual também se encontravam a montar algumas das típicas feiras de natal, bastante habituais em praças europeias. 
No regresso ao hotel, passagem pela zona económica, e ainda por uma loja do Eintracht para comprar o clássico cachecol de recordação. Infelizmente não pude ir ao estádio pois o desvio ainda era considerável e não havia tempo para isso.






Após o almoço, dirigi-me à estação dos comboios e fui então para o aeroporto de Frankfurt. Uma curta viagem de 15 minutos até chegar ao aeroporto mais congestionado da Europa, onde tudo é um mundo e onde ia finalmente começar a ter a companhia dum companheiro de viagem, oriundo de Londres, e com o qual me encontrei já na porta de embarque. À chegada, a curiosidade dos três destinos da fase de grupos (Istambul, Astana e Madrid)estarem "juntos" no placard das partidas. Nessa altura já só havia a curiosidade: "Air Astana ? Estou para ver...". E vi. E fiquei extremamente surpreendido com a forma como fomos tratados e com toda a amabilidade que tiveram para com os passageiros. O avião descoloou às 18:55 alemãs e aterrou às 05:45 em Astana. O voo esse foi passado a ver filmes ou a dormir, bem estendido nos três lugares que estava a ocupar



Aterrados em Astana, e após uma longa espera de meia hora nos serviços de emigração, levantámos as nossas malas e no hall das chegadas o transfer esperava-nos. Sem dar termpo sequer de levantarmos dinheiro, fomos encaminhados para o carro e assim que pusermos os pés fora do aeroporto o primeiro estalo de frio: era até aos ossos! E roupa quente não faltava, no entanto. Daí até ao hotel uma viagem de 25 minutos sensivelmente, ao longo dum deserto até entrar na cidade onde se viam muitos edificios modernistas, muitas obras.

Ao chegarmos ao hotel, pouco depois das 7 horas locais, mais uma boa surpresa: o quarto foi-nos desde logo disponibilizado, mesmo não tendo reservado a noite que estava a terminar, o que nos permitiu ir recuperar algumas das horas de sono em atraso e ainda podiamos ir tomar o pequeno almoço. Mas antes do descanso começavam a chegar novidades de outros companheiros de luta que tinham chegado tambem nessa madrugada: um deles contactava-me a saber se o nosso hotel teria vaga pois os apartamentos que tinham arrendado afinal não estavam disponíveis e encontravam-se nesse momento em Astana sem qualquer alojamento. Ficámos de falar mais tarde se necessário fosse...

Sensivelmente duas horitas depois, era hora de nos fazermos à rua e ir passear pela cidade gelada. Dos consócios chegava a notícia que tinham resolvido a situação, o que evitava mais dores de cabeça para a frente. E assim começou a nossa caminhada por Astana. Pelas nossas contas andámos mais de 20 km ao longo do dia, sendo que na maior parte do tempo tal deve ser feito com os pés a arrastar senão o chão é o destino do caminhante. Pela cidade viam-se prédios enormes em obras, mas paradas por razões compreensíveis. Em 2017 terá lugar a Exposição Universal na cidade, a qual ao longo do ano tem uma amplitude térmica de 80ºC. Do calor tórrido no verão, ao frio sibérico do inverno. No nosso caso andávamos com temperaturas negativas, mas nada de insuportável. 

A caminhada começou por uma longa avenida (uma de muitas, na cidade) rumo à Hazret Sultan Mosque, ao lado da qual se encontrava o Palácio da Independencia. Pelo caminho, um enorme condominio fechado sobresaia: era a embaixada dos Estados Unidos. No fundo um clássico em qualquer capital. Após o Palácio da Independencia, dirigimo-nos ao Palácio presidencial. Pelo meio tinhamos de atravessar um parque e um rio, ambos completamente congelados. E foi a partir daqui que entendemos que de facto, no inverno de Astana, as pessoas não podem andar: têm de rastejar. Senão todo o passo é um perigo. A zona do Palácio Presidencial é a zona central da cidade à volta da qual se encontram as principais actividades comerciais: Nesta altura procurávamos um multibanco pois continuávamos a não ter a moeda local e queríamos ir ver a cidade de cima, subindo à Torre Bayterek, o principal ex-libris da cidade. Após algumas voltas, e sem nunca nos lembrarmos de entrar em qualquer centro comercial, lá encontrámos um multibanco, o qual por momento chegámos a pensar que era o único...
Subimos então à Torre, aproveitar para tirar algumas fotos da cidade, tentar entender o que eram as coisas que estavam na torre e ir procurar um sitío para almoçar a horas tardias (tardias localmente porque no nosso horário biologico ainda estava a terminar a manhã...). Dito e feito. Após a refeição, hora de seguir para o principal centro comercial da cidade, o qual, até pelo seu formato, acaba por ser uma das principais atracções da cidade. Neste centro comercial estavam a passear os miúdos da equipa B, e foi aí que me apercebi que ter o fato de treino do Benfica era garantia de sucesso na cidade: os locais estavam loucos com a presença do Benfica.


Após a saída do shopping, e do calor que lá estava, com a perfeita noção que nos restava uma longuíssima caminhada até ao hotel,e a noite já caía, lá seguimos. Já era de facto de noite e a iluminação artificial dos prédios acabava por dar uma cor fantástica à cidade.
Já perto do hotel, um dos primeiros momentos de intriga: encontrava-se ali uma estátua de Charles de Gaulle. O que o justificaria ?  Ficaria a saber mais tarde que a única razão era que o mesmo tinha sido erigido para simbolizar as fortes relações entre o Cazaquistão e a França.


A duas centenas de metros do hotel, aproveitando a presença de um KFC e o facto de uma das empregadas saber falar inglês, aproveitámos para jantar, e seguir para o hotel. A exaustão era enorme, e era uma boa altura para aproveitar a piscina e a sauna para a recuperação. Veio então a desilusão: estava em obras e era portanto impossivel utilizar....

Remédio santo: subi ao quarto e fui para a internet tentar perceber como funcionavam os autocarros em Astana (único meio de transporte disponível se excluíssemos os taxis), pois na madrugada que se aproximava chegariam mais 3 dos nossos e o estádio ficava ainda mais longe do que o local até onde tinhamos ido nesse dia....



sábado, 19 de setembro de 2015

Lazio vs Benfica - Agosto 2003: A estreia no estrangeiro! (Parte II)

Após umas poucas mas reconfortantes e necessárias horas de sono, o acordar e seguir desde cedo para o centro da Cidade Eterna.

Chegados à zona do Coliseu, estacionada a carrinha seguiram-se várias horas a pé, sempre a caminhar pela Cidade que mais vontade tinha de conhecer. Horas e horas a andar com um calor sufocante, se levantássemos uma pedra descobríamos mais um pedaço de história numa capital onde tudo, mas mesmo tudo tem história. Ficou ainda maior o fascínio por uma cidade onde, infelizmente, não voltei a ter oportunidade de voltar, mas vontade não falta. Fica no entanto o alerta, ir lá em Agosto não é a melhor ideia, não só pelo calor mas pelas férias. Está muita coisa fechada.

A meio da tarde, foi altura de regressar à carrinha para nos dirigirmos para o parque Villa Borghese. Era aí que íamos deixar o carro para seguir de autocarro para o Estádio Olímpico. O mítico estádio olímpico, onde não ficaríamos na Curva Sud, mas na Distinti Sud. E assim foi...

Já a chegar ao estádio, chegada apoteótica. As ruas cheias, sentíamo-nos odiados pelos laziales. Alguns adereços da AS Roma exibidos por adeptos do Benfica ainda exaltavam mais o rancor que nos era mostrado, mas nada aconteceu e a entrada no estádio deu-se da melhor maneira. Lá dentro, bem... lá dentro... Que estádio, que imensidão... que sonho! Ia ver o Benfica no estrangeiro, no regresso à Europa, no estádio que mais sonhava fazê-lo! Eu e mais uma a duas centenas de Benfiquistas, perante uma Lazio, num estádio onde, em pleno Agosto, a temperatura rondava os 35 graus ao final da tarde.
Os Benfiquistas presentes apoiaram do principio ao fim, a uma só voz. O resultado não foi o mais desejado e uma derrota por 1-3 comprometia a entrada na Champions, e a segunda mão acabaria por confirmar que o nosso destino era a Taça Uefa. Mas ficou a imagem: do estádio, dos Benfiquistas, das suas tochas e da sua paixão.



À saída do estádio, alguns italianos aguardavam os adeptos do Benfica que saíam de forma isolada para tentarem levar alguns souvenirs para casa, tendo isso levado a que chamássemos um taxi para nos levar de volta à Villa Borghese de onde arrancaríamos de volta a Lisboa, não sem antes nos despedirmos dos amigos Italianos que tão bem nos tinham recebido na véspera.
Arrancámos então rumo à Autoestrada, tendo parado para dormitar numa área de serviço da qual partimos ao raiar do dia, sempre a andar rumo a Marselha, onde resolvemos ir a uma oficina tentar saber o que era um barulho no carro que nos apoquentava desde a viagem de ida: a carrinha estava praticamente sem travões, a oficina já estava fechada e nós tinhamos de entregar a carrinha no dia seguinte. Perguntei ao senhor se aquilo ainda aguentava 1000 km. Respondeu-me que até 2000. Foi o que chegou. Dali partimos e foi sempre a andar até Lisboa onde chegámos na manhã seguinte. Tristes com o resultado, felizes com uma aventura que nunca mais esqueceriamos e que muitas mais vezes quereríamos repetir.

Benfica I Will Follow.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Lazio vs Benfica - Agosto 2003: A estreia no estrangeiro! (Parte I)

Após mais de uma década a acompanhar o Benfica pela Europa, deu-me para começar a escrever sobre as viagens que fiz atrás do clube, nacionais e internacionais.

A primeira deslocação ao estrangeiro ocorreu no verão de 2003. O Benfica estava fora da europa há 2 épocas, e as últimas duas eliminatórias europeias disputadas estavam longe de ser brilhantes, muito pelo contrário: Celta e Halmstadt.  Preparávamo-nos para defrontar a, na altura, poderosa Lazio na pré eliminatória de acesso à Champions. O regresso do Benfica à Europa dava-se na Cidade Eterna, a cidade que tem as cores de Lisboa, a cidade que, tal como Lisboa, foi construída sob 7 colinas.
Com antecedência se programou: íriamos de carrinha, com paragens em Barcelona, Marselha, Mónaco, Turim, Pisa, Florença se possível e finalmente Roma.
Na noite de Domingo para segunda-feira dia 11 de Agosto do longínquo ano de 2003, lá arrancámos em duas carrinhas rumo à cidade eterna, tendo antes de atravessar a fronteira comprado uma das famosas cassetes Benfica Mix que continham sucessos como "O Joelho do Eusébio", que seria a nossa banda sonora durante a viagem. O amanhecer foi passado a atravessar Madrid e daí seguindo rumo a Barcelona, onde se pretendia almoçar, objectivo não conseguido.

Benfica Mix - Os Hits da Viagem
Tendo chegado tardiamente aos arredores de Barcelona, seguimos rumo a Marselha onde pretendíamos ir ver o Velodrome e ir à loja dos Ultras do Marselha. Lá chegados, curiosidade de quem estava na loja para saber de onde éramos originários. Dada a antipatia que os adeptos locais têm pelo nosso clube, visto que o ano de 1990 não está nem nunca estará esquecido, tivemos que evitar dizer quem éramos e donde vínhamos. Assim foi, e após uma produtiva visita à loja seguimos rumo a Itália com direito a passagem por Monte Carlo.
A chegada a Monte Carlo deu-se já de noite. Atravessar o túnel do Grande Prémio para nosso gáudio e eis que a luz da reserva se liga. Pensamento imediato: “aqui a gota não é barata com certeza. Vamos mas é voltar à Auto Estrada”. Dito e feito e lá arrancámos nós rumo a Turim que havia malta a querer ir à Campione.
Chegados a Turim ainda antes do amanhecer, tempo para dormitar um pouco até a loja abrir. No entanto planos gorados: a loja estava fechada para férias. Era então tempo para nos fazermos à estrada rumo à cidade da Torre mais inclinada que alguma vez vi.
Lá chegados, rapidamente fomos para a Praça da Torre, e confirmámos que está, efectivamente, torta. Confirmámos igualmente que em Pisa não existe de facto mais nada. Ir lá só mesmo para ver a Torre. Aproveitámos no entanto para ir espreitar o Estadio Comunale, a míseros 200 metros, se tanto, da praça da Torre. Um estádio à moda antiga com uma entrada de sector visitante extemamente degradada e um belo graffiti a spray "Welcome to Hell"

Entrada para o Sector Visitante no Estádio de Pisa
No regresso do Estádio chegavam as más notícias: problemas na outra carrinha impediam-nos de seguir viagem de imediato, e a passagem por Florença ficava desde já colocada de parte. Entretanto havia já um barulho na nossa carrinha igualmente que não aparentava, à altura, grande gravidade. Ficámos então à espera de novidades no Mac da Estação dos Comboios em Pisa.
Com mais de um par de horas de atraso seguimos então viagem rumo á Cidade Eterna, onde amigos Romanos nos aguardavam para jantar. O cansaço já ia tomando conta do pessoal e os quilómetros até Roma já custavam. Mas já bem de noite, mas ainda a horas de jantar, lá chegámos a Roma, não sem assim que entrámos em Roma, eu, enquanto condutor, ter percebido que as estradas italianas são sempre uma aventura: uma moto em sentido contrário.
Após o jantar, alguns ficaram a dormir na carrinha, outros, eu incluído, optámos por dormir algumas horinhas num hotel, pois o dia seguinte seria aproveitado para visitar a cidade, e à noite seguir para o jogo!