Era uma vez uma ida ao fim do mundo....
sábado, 10 de setembro de 2016
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
domingo, 4 de setembro de 2016
Chega de Pausa
Boa noite a todos.
Há dois anos comecei este projecto, e da forma que o comecei, quase que o parei mal tendo escrito para o mesmo.
Chega disto!
O trabalho de casa já foi feito e as histórias passadas já estão escritas e prontas a partilhar...
Enquanto não começa a nova Época europeia (e é nessas viagens que nos vamos começar por basear, apesar de mais para a frente começar a falar também de viagens internas para recordar), serão vocês a escolher qual a próxima viagem que querem ver aqui...
No dia 10 de Setembro retomarei aqui as viagens europeias, e disponibilizarei a Tour mais escolhida até dia 9 na caixa de comentários. E perguntam vocês, mas que viagens é que ele foi para podermos escolher uma?
Cá vai:
- Inter vs SL Benfica 2003-2004
- Man United vs SL Benfica 2005-2006
- Barcelona vs SL Benfica 2005-2006
- SL Benfica vs Chelsea 2012-2013
- PSG vs SL Benfica 2013-2014
- Olympiakos vs SL Benfica 2013-2014
- Anderlecht vs SL Benfica 2013-2014
- PAOK vs SL Benfica 2013-2014
- Tottenham vs SL Benfica 2013-2014
- AZ Alkmaar vs SL Benfica 2013-2014
- Juventus vs SL Benfica 2013-2014
- SL Benfica vs Sevilla 2013-2014
- Monaco vs SL Benfica 2014-2015
- Zenit vs SL Benfica 2014-2015
- At. Madrid vs SL Benfica 2015-2016
- Galatasaray vs SL Benfica 2015-2016
- Astana vs SL Benfica 2015-2016
- VIC vs SL Benfica 2015-2016
- Zenit vs SL Benfica 2015-2016
- Bayern vs SL Benfica 2015-2016
A escolha é vossa! Basta votarem ali na sondagem à direita. Espero que gostem!
BENFICA I WILL FOLLOW!
sábado, 19 de setembro de 2015
Lazio vs Benfica - Agosto 2003: A estreia no estrangeiro! (Parte II)
Após umas poucas mas reconfortantes e necessárias horas de sono, o acordar e seguir desde cedo para o centro da Cidade Eterna.
Chegados à zona do Coliseu, estacionada a carrinha seguiram-se várias horas a pé, sempre a caminhar pela Cidade que mais vontade tinha de conhecer. Horas e horas a andar com um calor sufocante, se levantássemos uma pedra descobríamos mais um pedaço de história numa capital onde tudo, mas mesmo tudo tem história. Ficou ainda maior o fascínio por uma cidade onde, infelizmente, não voltei a ter oportunidade de voltar, mas vontade não falta. Fica no entanto o alerta, ir lá em Agosto não é a melhor ideia, não só pelo calor mas pelas férias. Está muita coisa fechada.
A meio da tarde, foi altura de regressar à carrinha para nos dirigirmos para o parque Villa Borghese. Era aí que íamos deixar o carro para seguir de autocarro para o Estádio Olímpico. O mítico estádio olímpico, onde não ficaríamos na Curva Sud, mas na Distinti Sud. E assim foi...
Já a chegar ao estádio, chegada apoteótica. As ruas cheias, sentíamo-nos odiados pelos laziales. Alguns adereços da AS Roma exibidos por adeptos do Benfica ainda exaltavam mais o rancor que nos era mostrado, mas nada aconteceu e a entrada no estádio deu-se da melhor maneira. Lá dentro, bem... lá dentro... Que estádio, que imensidão... que sonho! Ia ver o Benfica no estrangeiro, no regresso à Europa, no estádio que mais sonhava fazê-lo! Eu e mais uma a duas centenas de Benfiquistas, perante uma Lazio, num estádio onde, em pleno Agosto, a temperatura rondava os 35 graus ao final da tarde.
Os Benfiquistas presentes apoiaram do principio ao fim, a uma só voz. O resultado não foi o mais desejado e uma derrota por 1-3 comprometia a entrada na Champions, e a segunda mão acabaria por confirmar que o nosso destino era a Taça Uefa. Mas ficou a imagem: do estádio, dos Benfiquistas, das suas tochas e da sua paixão.
À saída do estádio, alguns italianos aguardavam os adeptos do Benfica que saíam de forma isolada para tentarem levar alguns souvenirs para casa, tendo isso levado a que chamássemos um taxi para nos levar de volta à Villa Borghese de onde arrancaríamos de volta a Lisboa, não sem antes nos despedirmos dos amigos Italianos que tão bem nos tinham recebido na véspera.
Arrancámos então rumo à Autoestrada, tendo parado para dormitar numa área de serviço da qual partimos ao raiar do dia, sempre a andar rumo a Marselha, onde resolvemos ir a uma oficina tentar saber o que era um barulho no carro que nos apoquentava desde a viagem de ida: a carrinha estava praticamente sem travões, a oficina já estava fechada e nós tinhamos de entregar a carrinha no dia seguinte. Perguntei ao senhor se aquilo ainda aguentava 1000 km. Respondeu-me que até 2000. Foi o que chegou. Dali partimos e foi sempre a andar até Lisboa onde chegámos na manhã seguinte. Tristes com o resultado, felizes com uma aventura que nunca mais esqueceriamos e que muitas mais vezes quereríamos repetir.
Chegados à zona do Coliseu, estacionada a carrinha seguiram-se várias horas a pé, sempre a caminhar pela Cidade que mais vontade tinha de conhecer. Horas e horas a andar com um calor sufocante, se levantássemos uma pedra descobríamos mais um pedaço de história numa capital onde tudo, mas mesmo tudo tem história. Ficou ainda maior o fascínio por uma cidade onde, infelizmente, não voltei a ter oportunidade de voltar, mas vontade não falta. Fica no entanto o alerta, ir lá em Agosto não é a melhor ideia, não só pelo calor mas pelas férias. Está muita coisa fechada.
A meio da tarde, foi altura de regressar à carrinha para nos dirigirmos para o parque Villa Borghese. Era aí que íamos deixar o carro para seguir de autocarro para o Estádio Olímpico. O mítico estádio olímpico, onde não ficaríamos na Curva Sud, mas na Distinti Sud. E assim foi...
Já a chegar ao estádio, chegada apoteótica. As ruas cheias, sentíamo-nos odiados pelos laziales. Alguns adereços da AS Roma exibidos por adeptos do Benfica ainda exaltavam mais o rancor que nos era mostrado, mas nada aconteceu e a entrada no estádio deu-se da melhor maneira. Lá dentro, bem... lá dentro... Que estádio, que imensidão... que sonho! Ia ver o Benfica no estrangeiro, no regresso à Europa, no estádio que mais sonhava fazê-lo! Eu e mais uma a duas centenas de Benfiquistas, perante uma Lazio, num estádio onde, em pleno Agosto, a temperatura rondava os 35 graus ao final da tarde.
Os Benfiquistas presentes apoiaram do principio ao fim, a uma só voz. O resultado não foi o mais desejado e uma derrota por 1-3 comprometia a entrada na Champions, e a segunda mão acabaria por confirmar que o nosso destino era a Taça Uefa. Mas ficou a imagem: do estádio, dos Benfiquistas, das suas tochas e da sua paixão.
À saída do estádio, alguns italianos aguardavam os adeptos do Benfica que saíam de forma isolada para tentarem levar alguns souvenirs para casa, tendo isso levado a que chamássemos um taxi para nos levar de volta à Villa Borghese de onde arrancaríamos de volta a Lisboa, não sem antes nos despedirmos dos amigos Italianos que tão bem nos tinham recebido na véspera.
Arrancámos então rumo à Autoestrada, tendo parado para dormitar numa área de serviço da qual partimos ao raiar do dia, sempre a andar rumo a Marselha, onde resolvemos ir a uma oficina tentar saber o que era um barulho no carro que nos apoquentava desde a viagem de ida: a carrinha estava praticamente sem travões, a oficina já estava fechada e nós tinhamos de entregar a carrinha no dia seguinte. Perguntei ao senhor se aquilo ainda aguentava 1000 km. Respondeu-me que até 2000. Foi o que chegou. Dali partimos e foi sempre a andar até Lisboa onde chegámos na manhã seguinte. Tristes com o resultado, felizes com uma aventura que nunca mais esqueceriamos e que muitas mais vezes quereríamos repetir.
Benfica I Will Follow.
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Lazio vs Benfica - Agosto 2003: A estreia no estrangeiro! (Parte I)
Após mais de uma década a acompanhar o Benfica pela Europa,
deu-me para começar a escrever sobre as viagens que fiz atrás do clube,
nacionais e internacionais.
A primeira deslocação ao estrangeiro ocorreu no verão de
2003. O Benfica estava fora da europa há 2 épocas, e as últimas duas
eliminatórias europeias disputadas estavam longe de ser brilhantes, muito pelo
contrário: Celta e Halmstadt. Preparávamo-nos para defrontar a, na altura,
poderosa Lazio na pré eliminatória de acesso à Champions. O regresso do Benfica
à Europa dava-se na Cidade Eterna, a cidade que tem as cores de Lisboa, a
cidade que, tal como Lisboa, foi construída sob 7 colinas.
Com antecedência se programou: íriamos de carrinha, com
paragens em Barcelona, Marselha, Mónaco, Turim, Pisa, Florença se possível e
finalmente Roma.
Na noite de Domingo para segunda-feira dia 11 de Agosto do
longínquo ano de 2003, lá arrancámos em duas carrinhas rumo à cidade eterna, tendo antes de atravessar a fronteira comprado uma das famosas cassetes Benfica Mix que continham sucessos como "O Joelho do Eusébio", que seria a nossa banda sonora durante a viagem. O
amanhecer foi passado a atravessar Madrid e daí seguindo rumo a Barcelona, onde
se pretendia almoçar, objectivo não conseguido.
![]() |
| Benfica Mix - Os Hits da Viagem |
A chegada a Monte Carlo deu-se já de noite. Atravessar o
túnel do Grande Prémio para nosso gáudio e eis que a luz da reserva se liga.
Pensamento imediato: “aqui a gota não é barata com certeza. Vamos mas é voltar
à Auto Estrada”. Dito e feito e lá arrancámos nós rumo a Turim que havia malta
a querer ir à Campione.
Chegados a Turim ainda antes do amanhecer, tempo para dormitar um pouco até a loja abrir. No entanto planos gorados: a loja estava fechada para férias. Era então tempo para nos fazermos à estrada rumo à cidade da Torre mais inclinada que alguma vez vi.
Lá chegados, rapidamente fomos para a Praça da Torre, e confirmámos que está, efectivamente, torta. Confirmámos igualmente que em Pisa não existe de facto mais nada. Ir lá só mesmo para ver a Torre. Aproveitámos no entanto para ir espreitar o Estadio Comunale, a míseros 200 metros, se tanto, da praça da Torre. Um estádio à moda antiga com uma entrada de sector visitante extemamente degradada e um belo graffiti a spray "Welcome to Hell"
| Entrada para o Sector Visitante no Estádio de Pisa |
No regresso do Estádio chegavam as más notícias: problemas na outra carrinha impediam-nos de seguir viagem de imediato, e a passagem por Florença ficava desde já colocada de parte. Entretanto havia já um barulho na nossa carrinha igualmente que não aparentava, à altura, grande gravidade. Ficámos então à espera de novidades no Mac da Estação dos Comboios em Pisa.
Com mais de um par de horas de atraso seguimos então viagem rumo á Cidade Eterna, onde amigos Romanos nos aguardavam para jantar. O cansaço já ia tomando conta do pessoal e os quilómetros até Roma já custavam. Mas já bem de noite, mas ainda a horas de jantar, lá chegámos a Roma, não sem assim que entrámos em Roma, eu, enquanto condutor, ter percebido que as estradas italianas são sempre uma aventura: uma moto em sentido contrário.
Após o jantar, alguns ficaram a dormir na carrinha, outros, eu incluído, optámos por dormir algumas horinhas num hotel, pois o dia seguinte seria aproveitado para visitar a cidade, e à noite seguir para o jogo!
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